SINTESE [email protected], 24-ago-2020

www.ine.pt Serviço de Comunicação e Imagem | tel: +351 21 842 61 00 | [email protected] SÍNT S IN @ COVID-19 24 . agosto . 2020 pág. 7/8 O aumento da procura das famílias suscitada pelo confinamento decretado pela pandemia do COVID-19 no primeiro trimestre do ano foi determinante para estes resultados. Os impactos sentidos no setor no primeiro semestre de 2020 deveram-se sobretudo: • Aumento, na primeira fase da pandemia, da procura de produtos de sobrevivência (bens de primeira necessidade); • Encerramento do setor da restauração (desde março que as variações homólogas mensais do índice de volume de negócios do alojamento, restauração e similares apresentam quebras superiores a 50%, tendo em abril atingido os 80%); • Redução da atividade turística (nos primeiros seis meses de 2020 verificou-se uma diminuição de 65,9% nas dormidas totais, resultante de variações negativas de 53,0% nos residentes e de 71,1% nos não residentes); • Redução geral dos preços de grande parte dos produtos alimentares. Neste contexto, perspetivando a redução da procura pela restauração e indústria, o setor adotou um conjunto de medidas que procuraram controlar os níveis de produção: • Abate de gado com peso médio superior devido ao envio antecipado para abate dos efetivos de reprodutores e animais de reforma; • Abate antecipado de galinhas reprodutoras; • Redução da quantidade de ovos de incubação por abate antecipado das galinhas poedeiras; • Direcionar a produção para produtos passíveis de stockagem, caso da manteiga e do leite em pó. PESCA Entre janeiro e junho a captura de pescado diminuiu 18,8%, em termos homólogos (8,6% no primeiro semestre de 2019). A limitação à captura de biqueirão, agravada pelas restrições impostas pela pandemia da COVID-19, conduziu a um volume acumulado de capturas no primeiro semestre de 41 732 toneladas, o menor dos últimos vinte anos. Em contrapartida, o preço médio do pescado descarregado teve um acréscimo de 2,7%. Este aumento deveu-se sobretudo aos preços significativamente elevados atingidos nos meses de janeiro e fevereiro, o que levou a um aumento acumulado de 24% do preço médio no primeiro trimestre do ano. Já no segundo trimestre, e apesar da diminuição do volume de capturas, o preço médio teve uma descida de 9,7% (4,9% no segundo trimestre de 2019), devido essencialmente à redução da procura de pescado motivada pela situação da COVID-19. Capturas de pescado 2019-2020 (variação homóloga) Mais informação: Boletim Mensal da Agricultura e Pescas - Agosto de 2020 (20 de agosto) Quantidade Valor Preço Médio -18,8% -32,2% -8,1% -16,8% -16,7% -17,0% 2,7% 24,0% -9,7% -40,0% -30,0% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 1.º semestre 1.º trimestre 2.º trimestre

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